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SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO, MEU PAI, MEU MESTRE

 

                Nascido em 1890, em família católica, criança ainda foi separado da família, sendo levado para São Leopoldo/RS, onde ficou como aluno interno num Ginásio administrado pelos padres jesuítas, um dos mais conceituados na época como grande instituição do ensino de Humanidades..

Seu pai, Severino de Freitas Prestes, era homem de leis, Bacharel em Direito, Advogado ilustre em São Paulo/SP. Desencarnou cedo, deixando uma carta-testamento em que expressou sua vontade de ver o filho homônimo, Severino, Engenheiro Militar.

Foi para fazer a vontade paterna que meu pai ingressou, em fevereiro de 1906 no Curso Preparatório de Alunos da Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro/RJ. Mas, devido à Revolta da Vacina Obrigatória,  que levou o Governo Federal a fechar a Escola, meu pai e todos os seus colegas, calouros e veteranos que não haviam aderido ao movimento rebelde,  foram  transferidos para a Escola de Guerra de Porto Alegre, onde, em 1911, saiu como Aspirante a Oficial da Arma de Cavalaria. Anos depois formou-se também como Engenheiro Civil e  Militar, na Escola Militar do Realengo.

Durante os anos em que esteve como aluno, meu pai ajudou muito seus colegas de turma, dando-lhes explicações em disciplinas em que estavam mais fracos e com notas baixas. Sua vocação, na verdade, era ser professor e, em várias ocasiões de sua vida de caserna deu provas disto.

Ainda como cadete, aluno do Curso Superior da Escola de Guerra de Porto Alegre,  meu pai , que, sempre questionou muito os dogmas e mistérios do Catolicismo romano, tornou-se adepto  entusiasta do Positivismo de Augusto Comte, que, por influência do Cel. Benjamin Constant, que era professor da Escola Militar do Realengo, tomou conta do corpo docente e discente das escolas militares.

Por outro lado, ainda como aluno do curso superior, veio a conhecer o mesmerismo, tornando-se então um  magnetizador dos mais competentes, embora não conhecido publicamente como tal.

Ao mesmo tempo, tornou-se maçon, passando a freqüentar as Lojas Maçônicas existentes nas diversas guarnições militares onde serviu.

                Meu pai casou-se em 1922 com a jovem e bela Heloísa Villela de Carvalho, que lhe deu dez filhos e com quem viveu muito feliz.

                Foi em 1924 que meu pai se converteu ao verdadeiro Espiritismo. Então por intermédio da mediunidade de minha mãe, seguindo orientação e aconselhamento do Sr. Porfírio e do Sr. Ignácio, médiuns ilustres, além de outros, meu pai entrou em contato com o Espírito de Erasto, que fez a revelação de sua missão e passou a ser o seu “Guia bem amado”, dando-lhe força e coragem para enfrentar os momentos mais difíceis por que passou na vida.

                Como parte inicial de sua missão, cabia-lhe estudar o culto afro-brasileiro, ou seja, a Umbanda, que, para os dirigentes da Federação Espírita Brasileira, era Espiritismo, mas não Doutrina Espírita. Após esse estudo, e durante toda sua vida, a partir de então, cabia-lhe acompanhar bem o rumo do movimento espírita brasileiro, observando os fatos e as pessoas envolvidas neles. Ao mesmo tempo, tinha que se dedicar muito à prática do bem. E isto ele fez, primeiramente, como magnetizador, antes de ser espírita, e, posteriormente, como médium intuitivo, curador e receitista, depois que se converteu ao Espiritismo. Nunca deixou de dar assistência aos necessitados e apoio financeira às instituições filantrópicas, o que ocorreu principalmente em Salvador/BA, em 1938, quando, como Prefeito interino por quatro meses apenas, fez questão de pagar as subvenções atrasadas que a Prefeitura devia às obras assistenciais do município, fossem espíritas ou de outros credos religiosos.

Posso dizer com toda a certeza, que ele cumpriu muito bem tudo que lhe competia fazer  como missionário a serviço dos Espíritos do Senhor, em sua última existência na Terra. Entretanto, mais alto do que minhas palavras de filho e discípulo falam os inúmeros elogios e homenagens que recebeu e constam de sua Fé de Ofício.

 

 

      Maiores detalhes de sua vida de missionário, os leitores vão encontrar na segunda edição do livro “SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO, MEU PAI, MEU MESTRE”, de minha autoria,  que deverá ser lançada ainda este ano. Mas os últimos exemplares da 1ª edição ainda estão à venda.    Pedidos à Distribuidora do CELD – Centro Espírita “Léon Denis”, pelo telefone (21) 2452-7801.