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A AÇÃO DO ESPÍRITO  PROTETOR

 

            O LIVRO DOS ESPÍRITOS de Allan Kardec, em seu cap. IX da segunda parte, nos fala da “intervenção dos Espíritos no mundo corporal” e deixa bem claro que tanto os homens quanto as instituições humanas têm os seus “Espíritos protetores”(Q. 518). São atraídos pelo grau de simpatia, pelos traços semelhantes e por suas tendências comuns.

 Geralmente os Espíritos Protetores são os patronos dos grupos que se formam constantemente. São bons, familiares, amigos.

            Em todas as reuniões espíritas, tanto nas preces de abertura como nas de encerramento dos trabalhos, sempre são invocados os Espíritos protetores do centro. O  próprio Codificador, na “Coletânea de Preces Espíritas”, colocou em primeiro lugar aquelas preces que devemos dirigir aos Protetores dos grupos, ou seja, aqueles Espíritos superiores, esclarecidos e benevolentes, dotados de muita força moral e de grande personalidade. Por  isso mesmo se constituem em  legítimos mensageiros de Deus, tendo como missão dar assistência aos homens e aos grupos espíritas por eles organizados.

E o que é “dar assistência”? É impedir que Espíritos maus, ignorantes, mal-intencionados, galhofeiros, se aproximem perturbando o ambiente. É, sobretudo, não deixar que Espíritos mistificadores se apresentem nas sessões específicas de evocação de Espíritos, identificando-se como aquele que está sendo evocado.

            Temos, pois que distinguir bem os termos empregados: invocar e evocar. “Invocar” é o mesmo que chamar, apelar, implorar a presença dos amigos e protetores invisíveis, dirigindo-nos, é claro, a todos  de um modo geral. Já “evocar” é pedir a Deus a presença de um em particular.

 Allan Kardec, no seu “Guia dos Evocadores” (L. M., cap. XXV), declarou que “quando se deseja comunicar com um determinado Espírito é de todo necessário evocá-lo”. Frisou bem que “a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus”. Ensinou, inclusive, como se deve fazer a evocação de um determinado Espírito. (nº 303).

No caso específico dos centros espíritas, no Brasil, todos têm os seus Guias e Mentores Espirituais, ou Assistentes, em quem todos, dirigentes e freqüentadores, confiam plenamente. Por outro lado, o Brasil é um grande reduto de ótimos médiuns, bem desenvolvidos, bem orientados, entre os quais, embora raros, há também os denominados “especiais, flexíveis, positivos”, próprios para evocações particulares.

Não há, portanto, motivo algum para não se fazer a evocação de determinado Espírito, nos moldes preconizados por Allan Kardec. Só queremos, através desse precioso instrumento de pesquisa espírita, ver solucionadas as questões polêmicas que há cerca de duzentos anos dividem o movimento espírita: roustainguismo, cientificismo, laicismo, misticismo, religiosismo, emmanuelismo, ubaldismo, etc.”...

Temos certeza de que com fé em Deus, o pensamento em Jesus, nosso Mestre e Protetor, e, sobretudo, com a confiança que depositamos na força e poder dos Guias e Mentores dos centros espíritas que freqüentamos, alcançaremos o nosso objetivo: instruir-nos, esclarecermo-nos. Isto porque, conforme disse Allan Kardec “O Espírito superior atende sempre que é evocado com uma finalidade útil”. (obra citada, nº 282, ítem 8).

Pois bem, vive-se dizendo hoje, com toda segurança e convicção, que o Espírito de Allan Kardec, desencarnado em 31 de março de 1869, reencarnou na Terra, quarenta e um anos depois, na pessoa do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Eu não concordo com esta afirmação que considero absurda. E muitas e muitas vezes já deixei bem claro o meu pensamento a respeito desse tema polêmico. Todavia, somente pela EVOCAÇÃO do Espírito do Prof. Rivail/Allan Kardec se poderá chegar à verdade dos fatos.