ofplogo.gif (4994 bytes)   


COMENTÁRIO SOBRE O IV CONGRESSO  ESPÍRITA MUNDIAL

     O ilustre escritor paulista, Eduardo Carvalho Monteiro, que integrou a representação brasileira em Paris, durante esse evento histórico, entrevistado pelo jornal “Correio Fraterno do ABC”, de São Bernardo do Campo/SP, entre outras coisas, assim se pronunciou:

                “Quanto ao Congresso faço duas críticas: 1ª.) Deveria ter sido contratada uma assessoria na França que fizesse a divulgação do evento para o povo francês, o que não houve; 2ª.) Outra grande falha foi não se ter feito referência ao Chico (Xavier). Não que o Chico precisasse. A necessidade é nossa, de sermos gratos a uma pessoa que foi a maior personalidade espírita depois de Allan Kardec. Eu e milhares de pessoas estamos no Espiritismo graças a ele. Milhares de instituições existem por causa dele. Fernando Pessoa, que foi um grande poeta, mas renegou sua mediunidade, ganhou mais destaque em palestra de um orador português do que o Chico. Apenas no final, Nestor Masotti (Presidente da Federação Espirita Brasileira) fez referência a ele” (“Correio Fraterno do ABC – edição novembro/dezembro de 2004, pág. 5

NOSSO COMENTÁRIO

            Concordo com o ilustre confrade quanto ao seu primeiro comentário crítico. Realmene um evento da magnitude desse IV Congresso Espírita Mundial deveria mesmo ser mais divulgado junto às massas, o que, segundo ele, não aconteceu..

            Quanto ao segundo comentário, devo dizer o seguinte: reconheço que o Chico foi um excelente mádium e um grande prestador de serviços à comunidade pela doação dos direitos autorais dos livros que psicografou, pelos conselhos e remédios  que deu aos necessitados, pelas viagens que fez divulgando a Doutrina Espírita. Merecia, portanto, uma referência elogiosa especial, principalmente da Dra. Marlene Nobre e de outros palestranes.

            Agora, dizer que o médium Chico Xavier, como pessoa, foi “a maior personalidade espírita depois de Allan Kardec”, discordo, completamente. Na minha opinião, não foi, absolutamente. O certo, a meu ver, seria ele ter dito “uma das maiores...”. Acho que ele se deixou levar, exageradamene, por um sentimento de gratidão e de fanatismo muito forte. Além disso, afirmar uma coisa dessas é o mesmo que cometer uma grande injustiça para com os que vieram antes dele e presetaram relevantes serviços à Doutrina e ao movimento espírita.

<<< Voltar