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NÃO É BEM ASSIM!

 

            Com este título, José Benevides Cavalcante, de Garça/SP, nos mostra, claramente, o que se vem praticando hoje, dentro do movimento espírita, mas que está completamente errado.

            Diz ele: “ – Não é correto confiar cegamente num único médium e/ou espírito, expositor ou escritor, como fonte infalível de verdade. Allan Kardec enfatiza  a necessidade de se confrontar, analisar e discutir informações, principalmente, as recebidas por via mediúnica. A razão ilumina o caminho da fé...” (Fonte: jornal “Correio Fraterno” de São Bernardo do Campo/SP, pág. 6, edição de janeiro/fevereiro de 2007).

OBSERVAÇÃO: - Era isto, justamente, que Severino de Freitas Prestes Filho, meu Pai, meu Mestre, vivia nos dizendo, não só em nossas conversas em família, como nas sessões de estudo do Evangelho segundo o Espiritismo e do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que fazíamos em casa.

            Este, aliás, foi o grande erro em que incorreu o Dr. João Batista Roustaing, de Bordéus, que, imediatamente,  aceitou como válidas todas as comunicações ditadas por espíritos embusteiros, que se apresentaram a uma única médium, Mme. Émmilly Collignon, como sendo os Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João, quando sabemos que foram “mais de dez médiuns que prestaram concurso para o aparecimento de O Livro dos Espíritos” (Obras póstumas). E, sem consultar “seu caro senhor” e “honrado chefe espírita” Allan Kardec, como o tratava por correspondência (Revista Espírita de junho de 1861), tomou a iniciativa de reunir essas mensagens em forma de livro e publicar com o título de “Os Quatro Evangelhos”, e, - o que é pior! – dar a essa obra o pomposo título de “Revelação da revelação”, o que levou o roustainguista fanático, Ismael Gomes Braga, com o aval da FEB roustainguista e do seu CFN a dizer que “o roustainguismo é um curso superior de espiritismo”, colocando assim Roustaing acima de Kardec e “O Evangelho s/o Espiritismo” abaixo de “Os Quatro Evangelhos”.

            E são esses, sim, esses que vivem idolatrando Roustaing, embora se declarando também “kardecistas”, que, no mês de abril deste ano, vão se reunir no Centro de Convenções de Brasília/DF, para a comemoração do sesquicentenário de O Livro dos Espíritos, lançado em 18 de abril de 1857.

            Temos certeza absoluta que lá de cima, na região sublime do espaço infinito, habitada pelos Espíritos Superiores da gloriosa Falange do Espírito de Verdade, este estarrá. repetindo o que há dois mil anos atrás disse Jesus, o Homem de Nazaré, (não o Jesus agênere, concebido pelo Espírito Santo): “Ai de vós, escribas e farizeus hipócritas; ai de vós, que servis a dois senhores ao mesmo tempo”, desrespeitando, assim, cinicamente, o Evangelho do Cristo, que disse: “ – Não podeis servir , simultaneamente, a Deus e a Mamon”. (Lucas, cap. XVI, v. 13)