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CINCO ANOS SEM CHICO XAVIER

       A propósito do transcurso dos cinco anos de desencarnação de Francisco Cândido Xavier, ocorrida em 30 de junho de 2002, a Federação Espirita (Roustainguista) Brasileira prestou-lhe significativa homenagem póstuma, através das páginas do Reformador, edição de junho de 2007.

      Chico Xavier foi, realmente, “um homem de bem e missionário da mediunidade”, é o que está escrito (pág. 14). Concordo, plenamente. Com as centenas de obras que psicografou e foram traduzidas em várias línguas, e, sobretudo, com sua presença física, decorrentes de várias viagens que fez, foi, de fato, um grande divulgador da Doutrina Espírita.

       Mas, daí a afirmar, categoricamente, que ele foi a reencarnação de Allan Kardec, não passa de um grande absurdo. E basta citar apenas um fato, para provar que esta afirmação é ridícula. Quando, por força das circunstâncias de momento, ele tomou conhecimento da Doutrina Espírita  e teve plena consciência de que sua missão na Terra era divulgar o Espiritismo através da mediunidade, que fez ele? correu imediatamente a procurar o padre Escarzel, seu confessor, para pedir sua bênção e a proteção dos santos da Igreja ao trabalho missionário que iria realizar em prol do Espiritismo. Allan Kardec, reencarnado, faria isto? Jamais.

       Portanto, basta de idolatrar a figura do Chico, transformando-o em mais um santo, como fez R. A. Ranieri, num livro de sua autoria, intitulado “CHICO XAVIER, O Santo dos Nossos Dias”, ou transformando-o no Allan Kardec reencarnado, como estão fazendo Marlene Nobre, Carlos Bacceli e Weimar Oliveira.