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TRAÇOS DA INFÂNCIA DE SEVERINO PRESTES FILHO, MEU PAI E MESTRE

                         Meu pai, nascido em 1º de fevereiro de 1890 (vinte e um anos após a desencarnação de Allan Kardec), recebeu as primeiras lições com a mãe, dona Júlia, sendo em seguida matriculado numa escola primária, a princípio em Porto Alegre, até 1893 e, a partir daí em São Paulo, para onde a família se transferiu, em virtude da nomeação de seu genitor como professor catedrático da Escola de Direito.

            Em fins de 1896, o Dr. Severino de Freitas Prestes faleceu e a viúva, dona Júlia, por motivos particulares, teve que voltar para o Rio Grande do Sul, levando consigo os dois filhos menores, Margarida e João Manoel. Os dois mais velhos, Antônio e Severino, continuaram morando com os avós paternos, em São Paulo.

            Para Severino, que era muito apegado à mãe, foi muito dolorosa a separação. Por isso mesmo, ele, que já era um menino levado e fazia muitas travessuras próprias da infância, transformou-se num garoto insuportável dentro da casa dos avós. Dona Luiza de Freitas Travassos chegou mesmo a dizer várias vezes para seus parentes e amigos: “ – Este menino parece que tem o diabo no corpo”.

            Por não agüentarem mais as travessuras da criança, resolveram atender aos apelos da mãe, dona Júlia. Esta, arrependida de tê-los deixado em São Paulo, chegou mesmo a recorrer à Justiça, para retomar a guarda dos dois, que foram também para Novo Hamburgo/RS, onde ela morava.

            Mas Severino continuou sendo um menino muito levado como qualquer criança normal. Por isso mesmo sua avó materna, dona Paula Virgínia, insistiu bastante junto à filha, dona Júlia, para que o colocasse num colégio interno. E conseguiu o que desejava.  Severino e Antônio, seu irmão mais velho, foram levados para São Leopoldo/RS, onde foram matriculados no Ginásio Na. Sa. da Conceição, fundado e dirigido pelos padres jesuítas prussianos (alemães da Prússia).

            Por ser o melhor aluno da turma, Severino ajudava os coleguinhas, fracos em certas disciplinas. Mas era constantemente repreendido, nas aulas de Religião porque vivia dizendo ao professor que não concordava com certos dogmas da Igreja. Católica!... (Fonte: Biografia de Severino de Freitas Prestes Filho)