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14  DE  SETEMBRO  DE  1970,

 DATA QUE É BOM  RECORDAR

 

                Foi nesse dia, lembro-me bem!, que entreguei a Severino de Freitas Prestes Filho, meu querido e saudoso pai e mestre, uma carta, escrita na véspera, por intuição do Alto. Antes, porém, de reproduzir alguns trechos do seu conteúdo, acho necessário examinar fatos ocorridos em família.

            Nascido em abril de 1926, um ano depois da conversão de meu pai ao verdadeiro Espiritismo codificado por Allan Kardec, desde pequeno ouvi-o sempre se referindo à revelação que lhe foi feita pelo Espírito de Erasto, Discípulo de São Paulo; à missão que teve que cumprir em complemento da que realizou, no século anterior; à necessidade de observar e estudar bem os fatos e as pessoas com quem iria se relacionar, agindo sempre com o espírito crítico de um cientista; e, sobretudo, à necessidade de, quando oficial reformado do serviço militar, escrever suas “Memórias”, isto é, a obra que teria de deixar para a posteridade, ou seja, para os espíritas do futuro.

            A partir de certo momento da minha vida, quando passei a me dedicar mais ao estudo do Espiritismo como ciência, fiz um estudo comparativo sério, minucioso, entre Allan Kardec e meu pai. E fácil me foi concluir que as características individuais de um, meu pai, se encaixavam bem nas do outro, o anterior, ou seja, Allan Kardec.

              E fiquei, por muito tempo, com essa idéia fixa na cabeça: Severino de Freitas Prestes Filho era mesmo a reencarnação de Allan Kardec. Todavia, discreto e reservado que sempre se mostrou em toda a sua existência, ele, meu pai, nunca assumiu abertamente essa identidade. Em nossas conversas em família, dava-nos, claramente, a certeza de que tinha plena convicção de que era o grande missionário lionês a viver e realizar uma nova fase de seu trabalho a serviço do Espírito de Verdade e com a assistência e orientação do Espírito de Erasto, Discípulo de São Paulo. Mas, nunca nos disse, abertamente: “- É verdade, meus filhos, eu sou mesmo quem vocês estão pensando”. Não, essa revelação, que lhe foi feita em 1925, por seu “Guia bem-amado”, Erasto, ele nunca fez para nós.

            E foi justamente isto que me levou a tomar a decisão de lhe escrever e entregar-lhe, pessoalmente, a carta a que fiz menção, anteriormente, a qual, entre outras coisas, lhe disse sob inspiração dos Espíritos Superiores: “Veja bem, meu pai, meu mestre e meu amigo, é preciso que você saiba que eu tenho certeza já de que você é Allan Kardec reencarnado, que veio outra vez à Terra, para completar a sua missão, conforme anunciou o Espírito de Verdade. Sim, há muito tempo já que eu sei disso . Não precisa, pois, fazer mais segredo nenhum para nós...”

            No final, para deixá-lo bem certo de que no futuro poderia contar comigo,  acrescentei: “... Neste momento em que lhe escrevo, estou com “O Evangelho segundo o Espiritismo” aberto no capítulo em que Erasto nos mostra qual é a missão dos espíritas, que acabei de ler. Diante de meus olhos estão o retrato de Kardec e a imagem de Jesus, o Homem de Nazaré. E é, tomando-os como testemunhas, que lhe digo, meu pai: - Eu serei o instrumento que seu Espírito, depois de sua desencarnação, vai utilizar para proscrever esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra, como declarou o grande Erasto. (E.S.E. cap. XX, nº 4)

            Meu pai nunca me recriminou por eu ter-lhe enviado essa carta. Hoje, tenho certeza de que no Mundo Espiritual em que se encontra desde 17 de janeiro de 1979, quando desencarnou, está vibrando de alegria e contentamento, por ver que eu, O FRANCO PALADINO, estou cumprindo, regularmente, o compromisso que assumi trinta e oito anos atrás.

E digo mais, caros leitores, o Espírito de meu pai acaba de se manifestar, dizendo que já é hora de publicarmos suas “MEMÓRIAS”, o que faremos em 2010, após o lançamento da segunda edição de sua biografia, melhorada e ampliada com novos documentos inéditos, muito importantes e elucidativos.

Só nos resta saber a que Livraria Editora Espírita poderemos recorrer, para atingir esse objetivo.